Nassau e Paradise Island aproximam as Bahamas do Brasil em experiência que une turismo, gastronomia e cultura

Nassau e Paradise Island aproximam as Bahamas do Brasil em experiência que une turismo, gastronomia e cultura

Nassau e Paradise Island aproximam as Bahamas do Brasil em experiência que une turismo, gastronomia e cultura

Missão comercial organizada pela Imaginadora levou lideranças do destino a São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e mostrou que Nassau quer ser conhecida muito além de suas praias

Nassau e Paradise Island querem ocupar um espaço maior no imaginário do viajante brasileiro. Em agosto de 2026, o destino caribenho intensificou sua presença no país com uma programação voltada ao mercado de turismo, reunindo agentes de viagens, operadores, imprensa e convidados em diferentes cidades brasileiras.

A iniciativa teve a organização da Imaginadora, agência que assumiu a representação de Nassau & Paradise Island na América Latina, com atuação em relações públicas, trade marketing e marketing digital no Brasil, Argentina e México.

A agenda brasileira contou com a presença de Joy Jibrilu, CEO do Nassau & Paradise Island Promotion Board, e de Giovanni Grant, diretor responsável por mercados emergentes e conectividade aérea. Ao longo da missão comercial, mais de 200 profissionais do turismo participaram dos encontros realizados em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Mas, para além dos números e das apresentações comerciais, a proposta chamou atenção por uma mensagem bastante clara: Nassau quer deixar de ser percebida apenas como uma escala de praia ou como o endereço de grandes resorts e passar a ser reconhecida como um destino completo.

Créditos: Divulgação/NPIPB

Foi justamente essa ideia que apareceu na experiência realizada no Rio de Janeiro, na Casa Horto, onde a gastronomia bahamense ganhou espaço e o chef Tevin Kemp apresentou ao público brasileiro um pouco da relação entre comida, território e identidade nas Bahamas.

Uma aproximação planejada com o mercado brasileiro

A escolha do Brasil não é casual.

Entre 2019 e 2025, Nassau e Paradise Island receberam 33.307 visitantes brasileiros, fazendo do país o principal mercado emissor da América Latina para o destino nesse período. México e Argentina aparecem na sequência.

Os números recentes de interesse digital também chamaram a atenção do órgão de promoção turística. Segundo dados apresentados durante a agenda brasileira, o site oficial de Nassau & Paradise Island passou de praticamente nenhum acesso brasileiro em janeiro para mais de 30 mil acessos em maio de 2026. No acumulado de janeiro a julho, a organização informou crescimento expressivo do interesse brasileiro em relação ao mesmo período anterior.

Parte dessa mudança está relacionada à estratégia de comunicação em português, implementada pelo destino com o apoio da Imaginadora.

A lógica é simples: antes de vender uma viagem, é preciso fazer com que o viajante conheça o produto. E, para isso, a informação precisa chegar de maneira mais próxima ao público.

A presença física no Brasil também cumpre outra função. Em vez de falar apenas diretamente com o consumidor, Nassau está investindo no profissional que efetivamente ajuda a transformar desejo de viagem em reserva: o agente de viagens.

Imaginadora passa a representar Nassau e Paradise Island

A agência passou a cuidar da representação do Nassau & Paradise Island Promotion Board na América Latina, com ações direcionadas principalmente ao Brasil, Argentina e México.

A estratégia inclui relacionamento com imprensa, capacitação do trade, campanhas digitais, ações com operadores e desenvolvimento de produtos.

A escolha também mostra uma mudança na maneira como Nassau pretende trabalhar o mercado latino-americano.

Em vez de depender exclusivamente da demanda espontânea de turistas que já conhecem as Bahamas, o destino está tentando construir uma presença permanente. Isso envolve treinamento, comunicação, criação de roteiros e aproximação com empresas que comercializam viagens.

No Brasil, a missão de agosto foi uma das principais ações desse movimento.

E a escolha de diferentes cidades não foi apenas simbólica. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte concentram importantes empresas, agentes e operadores ligados ao turismo internacional.

No Rio, uma experiência diferente: Nassau pelo sabor

Foi no Rio de Janeiro que a estratégia ganhou um caráter mais sensorial.

Na Casa Horto, o encontro com o mercado brasileiro incorporou a gastronomia como uma das formas de apresentar Nassau e Paradise Island.

O convidado especial foi o chef Tevin Kemp, profissional associado à valorização da culinária das Bahamas e a uma proposta que combina receitas e ingredientes tradicionais com técnicas contemporâneas.

A participação do chef ajuda a explicar uma das mensagens centrais da atual comunicação do destino: as Bahamas têm uma identidade gastronômica própria.

É uma informação que pode passar despercebida quando a imagem internacional do arquipélago é dominada por praias, piscinas e resorts.

Mas a cozinha bahamense está profundamente ligada à história das ilhas e à relação da população com o mar.

A proposta resume bem o movimento que o destino pretende fazer: preservar a tradição sem tratar a culinária local como algo congelado no passado.

A gastronomia como porta de entrada para a cultura

Existe uma razão para a gastronomia ter ganhado espaço durante a apresentação do destino.

Comida é uma das maneiras mais eficientes de aproximar o viajante de uma cultura.

Em Nassau, isso pode significar experimentar pratos com frutos do mar, conhecer o tradicional conch, ingrediente muito presente na culinária bahamense, ou visitar o Fish Fry, em Arawak Cay, uma das áreas mais conhecidas para experimentar preparações locais.

Mas também significa entender que a gastronomia das Bahamas não surgiu isoladamente.

A identidade do país foi formada por diferentes influências históricas, incluindo heranças africanas, britânicas e caribenhas. Essas influências aparecem na música, nas festas, na arquitetura, nos costumes e também na comida.

Por isso, apresentar um chef bahamense no Brasil é mais do que fazer uma ação gastronômica.

É apresentar uma parte da identidade do destino que não aparece necessariamente em uma fotografia de praia.

Nassau é a capital, e não apenas a porta de entrada

Outro ponto que Nassau pretende reforçar é a própria identidade da cidade.

Localizada na ilha de New Providence, Nassau é a capital das Bahamas e concentra importantes estruturas de transporte, incluindo o Aeroporto Internacional Lynden Pindling e o porto de cruzeiros.

A cidade também possui um centro histórico que permite ao visitante conhecer uma face completamente diferente do destino.

A Queen’s Staircase, por exemplo, possui 66 degraus esculpidos em calcário e foi construída no século XVIII. A escadaria fazia a ligação entre a região do Fort Fincastle e a área central de Nassau.

Outro ponto importante é o Pompey Museum, dedicado à experiência africana nas Bahamas e batizado em homenagem a Pompey, um homem escravizado que viveu em Exuma e liderou uma revolta no século XIX.

A história da escravidão, do colonialismo e das disputas pelo controle das ilhas é uma parte importante da formação das Bahamas e ajuda a compreender a sociedade que existe hoje.

Essa dimensão histórica é especialmente interessante para o viajante brasileiro que procura uma experiência cultural e não apenas uma viagem de praia.

Paradise Island tem outro perfil

Se Nassau apresenta uma cidade histórica e cultural, Paradise Island possui uma vocação turística mais concentrada em hotelaria, entretenimento e praias.

As duas áreas, porém, são extremamente próximas. Paradise Island está conectada a Nassau por uma ponte sobre o porto.

É ali que estão alguns dos grandes empreendimentos hoteleiros do destino, incluindo o conhecido Atlantis Paradise Island.

O complexo é um dos símbolos do turismo de lazer das Bahamas e reúne hospedagem, parque aquático, aquários, restaurantes, entretenimento e cassino.

Outros grandes empreendimentos também fazem parte da oferta turística da região, como o Baha Mar, localizado em Cable Beach, em Nassau.

Essa concentração de hotéis de grande porte é uma das razões pelas quais o destino consegue atender públicos muito diferentes.

Famílias encontram infraestrutura de entretenimento e atividades para crianças. Casais podem optar por hotéis mais sofisticados e experiências românticas. Grupos de amigos têm opções de vida noturna e esportes aquáticos. E o mercado de luxo encontra hotéis, restaurantes e serviços de alto padrão.

O objetivo é mostrar que existe vida fora do resort

Esse talvez seja o maior desafio de comunicação de Nassau.

Os resorts são parte importante do produto turístico e seria impossível ignorar sua relevância. Mas, ao mesmo tempo, eles podem criar a impressão de que o visitante não precisa sair da propriedade.

A estratégia atual tenta justamente ampliar essa percepção.

Nassau tem Downtown Nassau, mercados, museus, igrejas, galerias, murais, restaurantes, bares e atrações históricas.

A cidade também possui uma forte tradição cultural relacionada ao Junkanoo, manifestação que reúne música, dança, fantasias e desfiles.

Para quem gosta de arte, a National Art Gallery of The Bahamas e os murais espalhados pela cidade ajudam a mostrar uma produção artística que vai além do artesanato vendido como souvenir.

E, para quem prefere natureza, as águas ao redor de Nassau e Paradise Island oferecem atividades de snorkeling, mergulho, passeios de barco e diferentes experiências relacionadas à vida marinha.

Brasil também é estratégico para o crescimento aéreo

A conectividade é outro assunto que aparece constantemente quando Nassau fala sobre o Brasil.

Atualmente, os brasileiros podem chegar às Bahamas por diferentes conexões, incluindo o Panamá, pela Copa Airlines, e os Estados Unidos.

No caso de quem passa pelos Estados Unidos, Nassau possui estrutura de pré-autorização migratória norte-americana no aeroporto, o que facilita a conexão para determinados passageiros que seguem posteriormente para o país.

Mas o grande objetivo estratégico é outro: uma possível ligação aérea direta entre Brasil e Bahamas.

Para o destino, um voo sem escalas poderia reduzir uma das principais barreiras para o crescimento do mercado brasileiro.

A lógica é conhecida no turismo: quanto mais simples é chegar a um destino, maior tende a ser o potencial de comercialização.

Por isso, antes mesmo de existir uma rota direta, Nassau está tentando demonstrar às companhias aéreas que existe demanda.

O agente de viagens no centro da estratégia

A missão comercial também deixa claro que Nassau não pretende depender apenas das redes sociais para crescer no Brasil.

O agente de viagens continua tendo papel importante na comercialização de um destino internacional.

É ele quem pode explicar a diferença entre ficar em Nassau ou Paradise Island, escolher o hotel adequado, combinar experiências, indicar passeios e montar uma viagem de acordo com o perfil de cada cliente.

Por isso, a capacitação aparece como uma das principais ferramentas da estratégia.

Durante a passagem pelo Brasil, a equipe de Nassau apresentou justamente os diferentes argumentos de venda do destino: viagens em família, turismo de luxo, gastronomia, cultura, história, entretenimento, viagens românticas e eventos corporativos.

O objetivo é fazer com que o profissional deixe de pensar apenas em “Bahamas” como uma categoria de praia e passe a enxergar Nassau e Paradise Island como um produto turístico mais complexo.

Um destino que vive um momento de expansão

A estratégia brasileira acontece em um momento positivo para o turismo das Bahamas.

Em 2025, o país registrou 12,5 milhões de visitantes, número recorde. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo turismo de cruzeiros, mas o chamado turismo de permanência, formado por visitantes que ficam hospedados no destino, também manteve importância significativa.

Nassau e Paradise Island concentram uma parcela expressiva desses visitantes hospedados.

Esse movimento coloca o Brasil diante de uma oportunidade para as Bahamas.

O país já é o principal mercado da América Latina para Nassau e Paradise Island, mas ainda possui espaço para crescer.

E é justamente essa combinação de demanda existente e potencial de expansão que explica a intensidade das ações realizadas em 2026.

A experiência realizada na Casa Horto, no Rio de Janeiro, resumiu essa proposta de maneira bastante concreta.

Ao levar um chef bahamense para apresentar sabores de seu país ao público brasileiro, Nassau encontrou uma maneira de falar sobre o destino sem recorrer apenas às imagens tradicionais do Caribe.

E talvez esse seja justamente o próximo passo da promoção de Nassau e Paradise Island no Brasil.

Não convencer o brasileiro de que as Bahamas são bonitas. Isso já está estabelecido.

Porque uma viagem a Nassau pode começar pela vontade de conhecer um mar azul-turquesa. Mas, quando o viajante conhece a cidade, experimenta sua comida, entende sua história e entra em contato com sua cultura, a experiência passa a ser outra.

Elizabeth Werneck