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Viajar com segurança: por que o seguro viagem se tornou indispensável

Viajar nunca foi tão fácil — nem tão incerto. Com o turismo internacional em plena retomada e o aumento das viagens domésticas, o seguro viagem deixou de ser um item opcional para se tornar parte essencial do planejamento de quem quer aproveitar o destino com tranquilidade.

O novo perfil do viajante: mais consciente e prevenido

Nos últimos anos, o comportamento do turista mudou. Dados recentes do setor indicam que mais de 70% dos brasileiros que viajam para o exterior contratam algum tipo de seguro viagem, um número que vem crescendo desde o pós-pandemia. Mesmo em viagens nacionais, a adesão aumentou — impulsionada pelo medo de imprevistos e pela facilidade de contratação, agora disponível até em aplicativos bancários e sites de companhias aéreas.

Além da preocupação com a saúde, os viajantes estão atentos a outros fatores: extravio de bagagem, cancelamentos inesperados e problemas com documentos.

Com o aumento da conectividade e das compras online, as seguradoras ampliaram suas coberturas e criaram planos sob medida — desde pacotes para mochileiros até opções premium para famílias e viagens corporativas.

Coberturas que vão muito além da assistência médica

O seguro viagem evoluiu para muito mais do que uma proteção contra acidentes ou doenças. Hoje, as principais apólices incluem:

  • Indenização por perda de documentos e bagagem,
  • Reembolso de despesas por atraso de voos,
  • Cobertura para cancelamento por motivos de saúde,
  • Assistência jurídica no exterior,
  • e até proteção contra fraudes em reservas online.

Algumas seguradoras também começaram a oferecer atendimento 24 horas via chat, com tradução automática, o que facilita a comunicação em emergências em países onde o idioma é uma barreira.

Seguro viagem obrigatório: uma exigência que cresce

Cada vez mais destinos exigem comprovação de seguro viagem como requisito de entrada. Países europeus integrantes do Tratado de Schengen continuam pedindo cobertura mínima de €30 mil para despesas médicas, e novas nações da Ásia e da América Latina começam a adotar regras semelhantes.
Até mesmo em destinos de turismo de aventura, como Patagônia, Islândia e Canadá, as agências locais passaram a exigir seguros específicos para atividades radicais — como esqui, trilhas e mergulho.

Viagens nacionais também merecem atenção

Embora não haja obrigatoriedade dentro do Brasil, cresce o número de viajantes que contratam seguro viagem para roteiros domésticos. Hospitais privados e remarcações de voos podem gerar custos altos, e a cobertura garante reembolso rápido, além de assistência médica emergencial em cidades menores.

Dica final: comparar é essencial

Antes de fechar o seguro viagem, vale comparar planos e observar não apenas o preço, mas também as condições de cobertura, limites de reembolso e atendimento em português. Muitos cartões de crédito oferecem o benefício automaticamente, mas é importante ler as cláusulas — em alguns casos, é preciso emitir o bilhete de seguro antes do embarque para garantir a validade.

Em tempos em que cada viagem é uma conquista, o seguro viagem é, mais do que uma formalidade, uma forma de preservar o que há de mais valioso: a tranquilidade de viver cada experiência sem medo dos imprevistos.

Ludmila Pereira